Planejando o futuro em contextos
turbulentos
À
medida que novas estratégias eram desenvolvidas, naturalmente novas estruturas
organizacionais foram exigidas, sendo que teriam que ser capazes de abrigá-las
nessa nova realidade. Pois as mudanças de cenário impulsionavam a estratégia
orientar de maneira mais eficaz a organização.
As
primeiras mudanças nessa transformação da estratégia se deram em decorrência da
grande diversidade geográfica de ferrovias norte-americanas (século XiX). Onde
que para administrar essa malha ferroviária gigante, tiveram que ser
desenvolvidos modelos militares de burocracia, e a grande fonte de inspiração
para isso foi a Academia Militar Francesa, de onde foram recrutados diversos
oficiais franceses para trabalhar na América, desenvolvendo – se assim o
formato moderno de “multiunidades”. Sendo assim, houve espaço também para o
mercado rodoviário, que ocasionou a segunda grande mudança (século XX). Onde as
empresas foram se tornando maiores e passavam a considerar tudo mais eficiente
a incorporação de vários serviços, pois compravam no mercado de agentes
comissionados a aquisição de matérias-primas, o financiamento das dívidas, o
marketing, distribuição e logística.
Chegou
então à era da informação e tecnologia, a estratégia chegou a um ponto que não
dependia somente daquilo que os pensadores estratégicos podiam processas. Aos
poucos os computadores invadem os escritórios e apresentam a capacidade de
lidar com uma grande quantidade de dados, em frações de segundos. E assim a
tecnologia foi ganhando espaço e deu aos estrategistas à esperança de poderem
algum dia analisar dados a fim de determinar as possibilidades futuras de suas
organizações. Mudanças no ambiente criam a necessidade de novas estratégias, que
requerem uma nova estrutura organizacional, ou seja, a estrutura segue a
estratégia e a estratégia é orientada pelas mudanças ambientais.
Conforme
a Escola de Planejamento Estratégico (Strategy
Planning School), e a mais importante contribuição para essa Escola foi o
livro Corporate Strategy (1965) de Igor
Ansoff (1918 – 2002), de onde foi identificado três diferentes níveis de
ação, sendo eles a ação administrativa, ação operacional e ação estratégica. O
primeiro nível é ação administrativa que lida com os processos diretamente produtivos,
já o segundo nível que é o operacional, foca na eficiência dos processos
definidos no primeiro nível, e encerrando assim o terceiro nível se rende a
análise dos dois primeiros níveis e a previsão dos próximos fatos
organizacionais baseados nessas análises já visando as estratégias futuras.
As
estratégias têm com objetivo vender mais produtos ou serviços, e isso só pode
ser atingido no enfoque aos clientes existentes para que continuem comprando
cada vez mais, mediante das vantagens que devem ser oferecidas e eles, como
descontos por determinados produtos (dependendo do volume de compra), cupons de
bônus, cartões de privilégios e clientes preferenciais. Alguns estudiosos citam
que Maquiavel entendia muito bem o que o uso da força era a essência da
estratégia.
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