quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Capítulo 2 – Um Livro Bom, Pequeno e Acessível sobre estratégia.


Planejando o futuro em contextos turbulentos

À medida que novas estratégias eram desenvolvidas, naturalmente novas estruturas organizacionais foram exigidas, sendo que teriam que ser capazes de abrigá-las nessa nova realidade. Pois as mudanças de cenário impulsionavam a estratégia orientar de maneira mais eficaz a organização.
As primeiras mudanças nessa transformação da estratégia se deram em decorrência da grande diversidade geográfica de ferrovias norte-americanas (século XiX). Onde que para administrar essa malha ferroviária gigante, tiveram que ser desenvolvidos modelos militares de burocracia, e a grande fonte de inspiração para isso foi a Academia Militar Francesa, de onde foram recrutados diversos oficiais franceses para trabalhar na América, desenvolvendo – se assim o formato moderno de “multiunidades”. Sendo assim, houve espaço também para o mercado rodoviário, que ocasionou a segunda grande mudança (século XX). Onde as empresas foram se tornando maiores e passavam a considerar tudo mais eficiente a incorporação de vários serviços, pois compravam no mercado de agentes comissionados a aquisição de matérias-primas, o financiamento das dívidas, o marketing, distribuição e logística.
Chegou então à era da informação e tecnologia, a estratégia chegou a um ponto que não dependia somente daquilo que os pensadores estratégicos podiam processas. Aos poucos os computadores invadem os escritórios e apresentam a capacidade de lidar com uma grande quantidade de dados, em frações de segundos. E assim a tecnologia foi ganhando espaço e deu aos estrategistas à esperança de poderem algum dia analisar dados a fim de determinar as possibilidades futuras de suas organizações. Mudanças no ambiente criam a necessidade de novas estratégias, que requerem uma nova estrutura organizacional, ou seja, a estrutura segue a estratégia e a estratégia é orientada pelas mudanças ambientais.
Conforme a Escola de Planejamento Estratégico (Strategy Planning School), e a mais importante contribuição para essa Escola foi o livro Corporate Strategy (1965) de Igor Ansoff (1918 – 2002), de onde foi identificado três diferentes níveis de ação, sendo eles a ação administrativa, ação operacional e ação estratégica. O primeiro nível é ação administrativa que lida com os processos diretamente produtivos, já o segundo nível que é o operacional, foca na eficiência dos processos definidos no primeiro nível, e encerrando assim o terceiro nível se rende a análise dos dois primeiros níveis e a previsão dos próximos fatos organizacionais baseados nessas análises já visando as estratégias futuras.
As estratégias têm com objetivo vender mais produtos ou serviços, e isso só pode ser atingido no enfoque aos clientes existentes para que continuem comprando cada vez mais, mediante das vantagens que devem ser oferecidas e eles, como descontos por determinados produtos (dependendo do volume de compra), cupons de bônus, cartões de privilégios e clientes preferenciais. Alguns estudiosos citam que Maquiavel entendia muito bem o que o uso da força era a essência da estratégia.

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